Através
da fotossíntese as plantas captam energia luminosa e transformam-na em energia
química através da reação: CO2 + H2O Compostos Orgânicos + O2 ,correspondendo
a 21x104 e 38x104 J. A energia térmica produzida também
pode ser convertida em energia mecânica e elétrica em quantidades bastante
significativas.
A
nível mundial, as reservas de biomassas que se localizam nas zonas de matas e
florestas representam 92% do total mas as que se encontram nas terras
cultivadas abrangem apenas 1% do total. A potencialidade energética da biomassa
mundial está avaliada em 25x1021J, valor este que se aproxima da
potencialidade energética das atuais reservas de petróleo que é da ordem de
27,5x1021J, só que com uma condição mais favorável e com maior
potencial devido à sua capacidade de renovação a uma taxa de 1,8x1021J/ano.
A utilização dos combustíveis como fonte de energia térmica representa 6% do
consumo mundial, atingindo 95% nos países subdesenvolvidos e em vias de
desenvolvimento. Hoje consomem-se 1,3 biliões de m3 de lenha, o que
equivale a 300 milhões de toneladas de petróleo. Em Portugal, cerca de 9% do
que consumimos tem origem na lenha, isto é, aproximadamente 1,1 milhões de
toneladas de petróleo. Com as diferentes crises do petróleo e o elevado custo
da sua importação, acentuou-se o interesse pelo aproveitamento de subprodutos e
desperdícios da exploração florestal como matéria-prima para a produção de
energia.Em Portugal, mais de 50% da energia consumida no setor doméstico é originária da lenha, para cozinha, aquecimento do ambiente e da água. Este consumo verifica-se sobretudo em meios rurais e, em virtude do recurso crescente à lenha para queima em lareiras, nos centros urbanos. Assim, a biomassa florestal é, por um lado uma fonte de energia e por outro um fator de proteção ao ambiente.
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